Pix: entenda o que é e como funciona o novo sistema de pagamentos

A novidade do Banco Central irá funcionar a partir do dia 16 de novembro. Veja tudo o que você precisa saber.

09/11/2020 • Notícias
 Tempo de leitura: 4 min

Se você tem acompanhado as notícias recentemente, certamente deve ter ouvido falar do Pix. O novo sistema de pagamentos, anunciado em fevereiro de 2020 pelo Banco Central, veio para descomplicar a vida de pessoas físicas e jurídicas, que agora poderão fazer transferências e pagamentos a qualquer hora e de forma instantânea.

Previsto para começar a funcionar no dia 16 de novembro, o Pix tem sido fonte de empolgação, mas também de dúvidas.

Afinal, como esse novo sistema irá funcionar na prática? Neste artigo, nós solucionamos algumas das principais dúvidas.

O que é o Pix?

O Pix é um sistema que permite a realização de transferências e pagamentos instantâneos (em até 10 segundos), que funciona 24 horas por dia, 7 dias por semana. Isso significa que, mesmo que você faça uma transferência às 22h de um domingo, o dinheiro estará disponível na conta de destino quase que em tempo real.

O sistema vem para complementar os meios de pagamento já existentes, oferecendo uma alternativa muito mais rápida, prática e, na maior parte das vezes, gratuita.

Qual a diferença entre o Pix e os meios de pagamento tradicionais?

A principal diferença está na comodidade. Até então, as transferências de valores entre contas bancárias de diferentes instituições eram feitas por meio de TED e DOC. Já os pagamentos eram feitos apenas por boleto, cartões ou dinheiro em espécie.

Além do tempo de espera (que pode chegar a até um dia útil no caso do DOC), essas transações eletrônicas quase sempre trazem taxas atreladas. No caso do dinheiro em espécie, ainda que não haja taxas, tê-lo em mãos pode representar um risco tanto para o pagador quanto para o recebedor. Especialmente no cenário atual, em que o pagamento sem contato se faz cada vez mais necessário.

Com o Pix, você poderá fazer transferências, pagar por sua compra online ou pelo cafezinho na padaria, colocar as contas em dia e, até mesmo, recolher impostos, sem se preocupar com nada disso.

Para pessoas físicas, ele será gratuito, mas poderá ser pago em algumas situações (como quando a transação acontece por meio físico em vez de digital, por exemplo). Dependendo da instituição, o pagamento também poderá ser exigido de pessoas jurídicas.

Como o novo sistema irá funcionar?

Para começar a usar o Pix, não é necessário baixar nenhum app extra – todos os procedimentos são feitos junto ao aplicativo do seu banco.

O primeiro passo é fazer o cadastro das suas chaves. Em cada conta bancária, poderão ser adicionados quatro tipos de chave: CPF ou CNPJ, e-mail, número de telefone celular ou uma combinação numérica aleatória.

Cada chave dessas será o único dado necessário quando você for fazer ou receber um Pix. Anteriormente, era preciso informar o nome do banco, CPF, nome completo e número da agência e da conta. Com o Pix, apenas uma das chaves do recebedor (que poderá ser qualquer um dos dados que informamos acima) será suficiente para que a transferência ocorra.

Vale lembrar que cada chave deve ser cadastrada em apenas uma conta bancária. Se você tem duas contas diferentes e cadastrou seu CPF como chave Pix em uma delas, a outra não poderá receber a mesma chave, será preciso utilizar outro dado ou fazer a portabilidade.

Além das chaves, também será possível fazer transferências usando os dados bancários (como acontece com os meios tradicionais) e a leitura de QR Codes estáticos ou dinâmicos.

Como serão feitas as transações via QR Code?

O Pix permite pagamentos por meio de dois tipos de QR Code: os dinâmicos, que mudam a cada transação, e os estáticos, que podem ser usados em diferentes transações com um valor pré-definido ou não.

Neste caso, o procedimento é ainda mais simples. Basta apontar a câmera do seu celular para o código e concluir a transação. Uma ótima opção de pagamento sem contato.

O Pix é seguro?

Sim, fazer uma transferência usando o Pix será tão seguro quanto um DOC ou TED. Além das camadas de segurança dos próprios aplicativos dos bancos, o Pix também possui camadas de autenticação e criptografia, 

Vale lembrar que as chaves cadastradas no sistema não irão substituir sua senha ou biometria. Você ainda terá que passar por todos os procedimentos de autenticação e segurança antes de finalizar a transferência. A única diferença é que, em vez de informar todos os seus dados bancários para receber o dinheiro, apenas um dado será necessário, aquele que está cadastrado como sua chave Pix.

A chegada do Pix ao mercado só comprova o poder que a inovação e a transformação digital têm de descomplicar processos burocráticos e lentos. Sem dúvida, uma novidade muito bem-vinda!

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Escrito por:

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